Como esta mesa mede o preço do ouro

A mesa publicada neste site é feita de duas leituras independentes: a cotação internacional do metal e a taxa de câmbio oficial. Cada uma tem sua fonte, sua frequência e sua regra de descarte. Esta página descreve o processo e seus limites.

Duas fontes independentes para dois números que se multiplicam

A cotação internacional do ouro, em dólares por onça troy, é lida duas vezes ao dia de um boletim publicado por uma distribuidora brasileira de metais. Essa leitura não é feita a partir de um gráfico de corretora nem de um portal de notícias: é o número que a distribuidora publica como referência para o mercado local.

Essa mesma cotação é conferida, a cada leitura, contra uma segunda fonte que não tem relação com a primeira. Se as duas divergirem por mais de três por cento, o registro é cancelado e a mesa não publica nada naquele ciclo. A regra existe porque um número que depende de duas fontes independentes não pode vir de uma só boca.

A última cotação do mês, e não uma média, como ponto de comparação

Cada mês da tabela usa a última cotação publicada dentro daquele mês, e a PTAX da mesma data. Não se calcula média, mediana ou qualquer outro resumo: o que aparece é o fechamento do mês, o mesmo tipo de número que um investidor usaria para marcar posição.

O mês corrente fica de fora da tabela até terminar. Isso evita que uma leitura parcial — um dia bom ou ruim no meio do caminho — apareça como se fosse o resultado do mês. A comparação só é feita entre meses fechados, com os dois lados da conta na mesma data.

Quando uma leitura é recusada antes de virar página

Uma leitura fora da faixa plausível, um salto acima de oito por cento entre dois registros ou uma fonte parada há dias cancelam o registro em vez de publicá-lo. A mesa prefere não publicar a publicar um número que não consegue defender.

O câmbio usado é a PTAX apurada pelo Banco Central do Brasil, lida do serviço de dados aberto do próprio banco. A conversão usa a onça troy de 31,1035 gramas, que é a unidade em que o metal é cotado internacionalmente. Essas definições não variam de um mês para outro.

Aquilo que esta mesa se recusa a estimar

A mesa não publica preço de balcão, margem de distribuidora nem custo de fabricação. Esses números existem, mas não são apuráveis com as mesmas fontes: cada balcão tem sua margem, cada barra tem seu custo, e nenhum deles é publicado de forma comparável.

A tabela de tamanhos mantém o metal no preço de hoje de propósito, para que a única coisa que varie entre as colunas seja o câmbio. Essa escolha é transparente: isola a exposição cambial sem fingir que o preço do balcão não existe. Quem quer o número do balcão deve pedi-lo a uma distribuidora.